
Quanto mais eu me surpreendo com a capacidade que a publicidade tem de se renovar e encontrar novas formas de comunicar com seus consumidores, mais me decepciona ver que, em igual proporção, alguns profissionais na área (e mesmo não profissionais ou pessoas de outras áreas) buscam alternativas para importuná-los. Nem mesmo no colorido e criativo universo da blogsfera estamos a salvo de iniciativas inoportunas, indesejadas e desprovidas de imaginação. É o caso dos Pingback Spams. Funciona assim:
Lá está você, humilde blogueiro, conferindo ansiosamente os indicadores de audiência do seu bloguinho, feliz com os comentários deixados pelos amigos e mais feliz ainda por saber que, sim (!!!) tem gente compartilhando das suas idéias por puro interesse no que você tem a dizer. De repente, não mais do que de repente, o WordPress o avisa que alguma alma iluminada pingou um post seu e você começa a pensar que, talvez, seja uma oportunidade de extrapolar fronteiras (sim, porque o ciberespaço também tem fronteiras). Curioso e empolgado, você decide saber onde, afinal, suas reflexões foram parar. É aí que você descobre que o pingback nada mais é do que um link para um blog qualquer que nada tem a ver com seus interesses e – o pior – não há menção nenhuma ao seu bloguinho nele. Você se dá conta, então, de que encontra-se diante demais uma forma de spam, o tão abominado quanto utilizado spam.
Em sua versão tradicional, via e-mail, o spam já é demasiado frustrante e indignante. Mas, em sua versão blogueira, ele se torna um ultraje. Reverter uma das características ou funcionalidades que faz da blogsfera este espaço espontâneo e interativo (no sentido primiano do termo) para transformá-la em uma das formas mais controversas e intrusivas de publicidade é… a gota d’água !!
Resta a nós encontrar maneiras de driblar esse artifício. O próprio WordPress já realiza uma espécie de peneira, selecionando os comentários e pingbacks que parecem dignos de crédito. Fico feliz. É bom que esse tipo de coisa tenha vida curta no ciberespaço, antes que nossas expectativas em relação ao alcance de nossas palavras se vão pelo ralo.

1 comment
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Maio 31, 2008 às 5:02 am
Gisele
Saudades de ti!